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Mantenha seus filhos seguros na internet

Confira as dicas do especialista em cibersegurança, Fernando Amatte, para proteger os pequenos em navegações on-line

(DINO) 10/20/2016
*Fernando Amatte

O mês de outubro, conhecido por comemorações para as crianças, é um período bastante oportuno para refletir sobre os cuidados que devem ser tomados com as crianças para uma navegação segurança na internet.

Um levantamento do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação) realizado com usuários da internet com idades entre 9 e 17 anos afirma que dos 82% dos respondentes que navegam diariamente na internet, 53% dos acessos correspondem aos smartphones – dispositivo que, muitas vezes, os pais não têm acesso para um controle direto.

A internet já faz parte da vida das crianças desde muito cedo e junto à inocência natural da infância, muitas brechas se abrem para situações perigosas que podem ser evitadas com instruções e acompanhamentos corretos dos pais. Se a internet guarda riscos para os adultos, a rede pode causar problemas ainda maiores para crianças e adolescentes.

Por mais difícil que pareça encontrar um ponto de equilíbrio entre a vida tecnológica dos dias atuais com normas para o uso de equipamentos eletrônicos, é essencial que os pais estabeleçam regras e conversem muito com seus filhos. Uma boa saída é mostrar os problemas e riscos que aconteceram ou acontecem com outras crianças, sempre baseando com notícias reais.

Veja alguns alertas para ajudar a proteger os pequenos na internet:

• Orientação e conversa são as palavras-chave. Mostrar os riscos e manter sempre um diálogo de confiança é o primeiro passo para uma navegação segura.

• Olhe para si primeiro. Não adianta orientar e começar a impor regras se os próprios pais estão usando os dispositivos em excesso, o exemplo deve vir de casa.

• Ferramentas de monitoramento ou bloqueio de conteúdo. Atualmente existem muitas opções de antivírus que contemplam o filtro de conteúdo, em que os pais podem restringir por meio de senhas. É essencial deixar claro para a criança que não se trata de um bloqueio restritivo, que pode ser encarado como castigo, mas sim uma proteção contra cibercriminosos.

• Acompanhe-os nas redes sociais. Por mais que existam limites de idade para acessá-las, proibir a utilização muitas vezes pode não ser a melhor saída. Então o ideal é estar atendo às publicações e comentários feitos por eles. Além disso, é importante ter a senha das redes sociais e seus dispositivos.

• Estabeleça limites. Defina um horário para que as crianças possam jogar e passar tempo na internet.

• Esteja atento aos aplicativos baixados nos smartphones. Quando se trata de aplicativos para celular, em que é necessário aceitar termos e permissões, é muito importante saber o quão confiável eles são.

• Instale soluções de segurança nos dispositivos. Mantenha sempre ferramentas de antivírus atualizadas para evitar problemas de malwares em notebooks, tablets e smartphones.

*Fernando Amatte é gerente de pré-vendas da Cipher, empresa especializada em serviços de cibersegurança.
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