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Executiva reinventa modelo de negócio com base no capitalismo consciente

Mónica Blatyta trocou o mercado financeiro pelo publicitário quando estava grávida de 7 meses. Cinco anos depois, comanda uma agência que carrega multinacionais no portfólio, como Aché, Vodafone, Carrefour e Banco Safra

São Paulo, SP (DINO) 26/07/2016

Aos poucos, as estratégicas, a vontade de crescer e a visão de longo prazo da executiva têm sido reconhecidos por outras áreas. Na última semana, foi uma das onze empresárias escolhidas para participar da classe 2016 do Winning Women Brasil da EY

Depois de trabalhar 15 anos no setor financeiro em companhias como CitiBank, Deutsch Bank e Royal Bank of Scotland, em cidades como Lisboa, Londres, NY e São Paulo, Mónica Blatyta resolveu mudar de área completamente. Há cinco anos, mergulhou na área da publicidade e comunicação e abriu a Azza, agência full service, quando estava grávida de 7 meses da sua segunda filha. Cinco anos depois – e três filhas (7, 4 e 3 anos) –, ela comanda uma empresa com mais 30 colaboradores, conciliando, de forma criativa, os negócios, os clientes, as viagens para Portugal (Lisboa é sua cidade natal) e família.

Sob seu comando, a empresa tem crescido consistentemente e está se distanciando, cada vez mais, do modelo tradicional da publicidade. Isso tem feito com que a executiva ganhe a atenção de empresas e pessoas que buscam uma alternativa para o mercado já tão saturado das agências. Segundo Mónica, a Azza já passou por algumas fases, mas acredita que o modelo vencedor é um modelo pautado por parcerias estratégicas mais profundas, que vão muito além de fazer uma campanha pontual. “Para sobreviver e crescer, as empresas precisam mais do que se comunicar. Elas precisam determinar um propósito, comunicá-lo e, principalmente, agir em sua direção”, explica.

Entre os clientes que carrega no portfólio, estão Hospital Oswaldo Cruz, Ache, Vodafone, Carrefour e Banco Safra. Porém, o que faz grandes clientes procuraram uma agência de publicidade que não tem como base principal um publicitário? “Temos a preocupação constante em manter relações win win com toda a cadeia, sejam fornecedores, clientes ou colaboradores. Queremos atingir metas da forma mais justa e equilibrada para todos. Temos, tanto quanto nossos clientes, este propósito e nos guiamos por valores que promovem a prosperidade e a interligação de toda a cadeia”, comenta. Entre os pensamentos que distanciam a Azza de outras agências estão o modelo do capitalismo consciente, um quadro societário composto por colaboradores líderes de suas áreas (que se tornam sócios da companhia por merecimento. E, aqui, incluímos como sócio e Vice-Presidente um grande publicitário) e também empenho na consultoria de projetos do terceiro setor, que podem agregar as marcas gerando empatia e alinhando as marcas com o seu propósito.

“Estou trabalhando há 5 anos para tornar a Azza uma empresa modelo, pois quero ajudar as marcas a comunicarem bem os propósitos. Cada vez mais, acredito que para os interesses estarem alinhados o modelo de remuneração de uma agência não deve estar vinculado a quanto uma marca anuncia, devendo vir de um mix entre fee para a dedicação e sobre performance, para ganharmos quando o cliente ganha também. Os resultados deste modelo de negócio tendem a ser excelentes: menor turnover, custos menores, lucros maiores e crescimento sustentado, com parcerias mais verdadeiras e de longo prazo”, explica.

Aos poucos, as estratégias, a vontade de crescer e a visão de longo prazo da executiva têm sido reconhecidos por outras áreas. Na última semana, foi uma das onze empresárias escolhidas para participar da classe 2016 do Winning Women Brasil da Ernst & Young, programa que permite a um grupo de empreendedoras receber mentoria e acompanhamento de um time de conselheiras da EY – entre elas, Luiza Helena Trajano, da rede Magazine Luiza, e Chieko Aoki, da Blue Tree Hotels. Ainda este ano, foi convidada pelo piloto Rubens Barrichello a integrar o conselho do Instituto Barrichello, ONG que trabalha o desenvolvimento humano, a inclusão social e temas como comunicação não violenta através do esporte. Mais recentemente, conquistou a confiança do projeto Arredondar e, neste job pro bono, o objetivo da Azza será administrar o R$ 1,5 milhão recebidos do Google Impact Challenge Brazil 2016. Alguém duvida que este é só o começo de uma publicitária que não vem da publicidade?

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