Você sabe o que o seu o público-alvo lê?

Por DINO 13 de fevereiro de 2017
Você sabe o que o seu o público-alvo lê?

Alinhar os conteúdos produzidos ao estilo editorial dos portais mais lidos por seus targets pode ser, sim, uma maneira eficaz de emplacar matérias

Dentro das redações, o alinhamento editorial serve como estratégia para melhor direcionar os conteúdos que serão produzidos e quando devem ser publicados. Este tipo de ação pode variar de objetivo. Ou seja, o alinhamento editorial pode seguir uma tendência das “agendas settings” dos principais veículos de comunicação; alguma tendência de pautas ou linguagem ou formato; tipo textual; estilo de reportagem; enfim, uma infinidade de aspectos. Do “outro lado” da ponta, estão as agências e assessorias de imprensa que buscam emplacar o conteúdo de seus clientes nos principais portais e estes mesmos clientes desejam, assim, atingir um grande número de leitores – principalmente se integrarem seu público-alvo. É especificamente este processo que tentaremos levantar alguns insights durante o post: como alinhar o conteúdo de meu cliente com a linha editorial dos sites que ele o público-alvo dele lê? Partiremos do básico, então.

1. Construindo personas e reunindo informações

Para começar a identificar quais são as fontes de informação que seu público-alvo busca, reserve um tempo para construir sua “persona”, ou seja, simular os hábitos e características do seu cliente ideal e, a partir daí, refletir sobre quais temas o ajudariam na vida profissional e pessoal. Se a sua persona for, por exemplo, um designer gráfico com foco em produção de estampas, há como pesquisar diversos portais que tragam referências visuais, ferramentas de edição gráfica, tutoriais, revistas de moda, blogs direcionados à área de criação etc.. Pois bem, defina sua buyer pesona e se pergunte: “quais tipos de informação ajudariam a melhorar os negócios/trabalho desta pessoa?”

 
dino divulgador de notícias

2. O que se lê?

Identificados os sites que podem servir de referência para o cliente ideal, deve-se investigar como os conteúdos destas páginas são. É chegada a hora de fazer um “raio-x”. Leia, releia e leia novamente os textos publicados, a frequência com que são colocados no ar, se há sazonalidade para “matérias especiais” e – sem dúvida alguma – verifique os comentários deixados nas matérias. Não tanto para verificar a opinião dos leitores sobre as temáticas, mas sim ver qual o grau de engajamento que os mesmos possuem com a página analisada. Trata-se de um momento de imersão mesmo, captando os mínimos detalhes que ajudem a “desenhar” a linha editorial adotada e quais temas têm espaço – e destaque – dentro dela.

3. Como se escreve?

Neste ponto, atenção total nos textos. Tamanho, estilo, gênero, quantidade de informação, tipo de informação (dados, aspas, hiperlinks com assuntos correlacionados ao tema principal) e tudo mais que possa se destacar como característica própria do veículo que pretende encaminhar os materiais sobre seu cliente. A pergunta clássica que deve ser feita neste momento é: “Em meio a todos estes textos, faz sentido o que aborda meu cliente e seu produto/serviço estar aqui também?”

4. Como eu escrevo e sobre o que posso escrever?

Escrever é comunicar. Expressar por meio de palavras algo de interesse público – ou simplesmente para além de quem escreve. Logo, há de se refletir sobre como escrevemos e quais são nossos pontos mais fortes se tratando da prática em questão. Oras, é preciso pontuar isso para que não haja confusão no momento de fazer as análises sobre a linha editorial dos sites que almeja alcançar e simplesmente “copiar” suas estruturas textuais, acreditando, erroneamente, que construir uma matéria ou notícia não passa de um processo mecânico. Criativia conta. Repertório conta. E saber os limites e capacidades também. Muitas vezes, a força despendida para tentar publicar conteúdo em um site apenas para “ser mais um dentre os tantos” poderia ter sido canalizada em encontrar outros portais que melhor receberiam seu conteúdo e, sem muito esforço, dariam o devido destaque.

5. E o que tudo isso tem a ver com meu público-alvo?

Muito. Até porque, se a sua estratégia de comunicação é fundamentada na produção e publicação de textos em portais de notícia relevantes, consequentemente os leitores – ou targets – serão impactados. Seu cliente trabalha com manutenção de carros? Qual seria o sentido de sair em um portal com grande número de acessos, porém que trata especificamente de eventos culturais pela cidade? A menos que você encontre (e não force) um bom gancho, seu texto ficará avulso em meio a assuntos que não estão diretamente ligados a ele. Agora, você encontrou um portal que possui entre suas editoriais uma exclusiva para automóveis? Legal, mas ainda assim não é garantia de publicação. Neste momento, você retorna ao item 1 da lista que produzimos e retoma os passos. Afinal, você apenas acabou de achar a fonte de informação do público-alvo, não pensou estrategicamente em como fazer parte dela.

Alinhar seu conteúdo à linha editorial dos portais que alimentam seu público-alvo com informação é mais do que adotar uma estratégia eficaz para captar leads ou aumentar o tráfego nas páginas do assessorado. Trata-se de fazer marketing de conteúdo com qualidade pontual, gerando relevância e propriedade, dois elementos que servem de base sólida para uma boa repercussão na mídia.

Então, responda-se: o que o meu público-alvo está lendo?

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