ONG cria manual para “jornalismo humanizado”

Por DINO 2 de junho de 2016
ONG cria manual para “jornalismo humanizado”
O impacto que uma notícia tem no âmbito social é inegável. Além de informar, o conteúdo também ajuda a formar a opinião pública que, consequentemente, atua no funcionamento do “todo”. Uma simples frase mal colocada pode gerar revoltas e violência, enquanto termos utilizados de modo pejorativo são capazes de prejudicar a existência de algumas pessoas ou grupos. Há uma responsabilidade muito grande na vida profissional do comunicador – no caso em questão, do jornalista, uma vez que ele será o canal de informação entre sociedade e seus muitos fatos. Escrever com cuidado é escrever bem e para o bem. Ainda assim, há muito o que ser desconstruído e trabalhado para que a notícia chegue até o leitor de modo objetivo, embasado e ético.

Como respeitar a identidade de gênero da população transexual? Como falar de racismo sem ser racista? É possível tratar da questão de gênero sem inferiorizar mulheres? Há como retratar homossexuais sem apelar para um ou dos estereótipos? Para todas essas perguntas, a resposta é simples: sim. Porém, tratando-se de uma nação que ainda passa por processos de esclarecimento sobre si mesma e toda a diversidade cultural, política e social que a sustenta, muito trabalho precisa ser feito até que a comunicação possa ser mais “humanizada”. Trabalho este que a ONG feminista Think Olga pegou para si e decidiu fazer sua contribuição criando um guia – ou manual – do “Jornalismo Humanizado”.

 
dino divulgador de notícias

Respeito é matéria-prima 

Lançado no dia 30 de maio, o material servirá de consulta para comunicadores em geral, desde jornalistas e blogueiros até redatores, vloggers, youtubers etc. Serão quatro partes com recortes específicos – porém, todos combatendo preconceitos diversos. A primeira temática foi violência contra a mulher, englobando estupro, agressão psicológica e femicídio. Os demais capítulos (total de 4) tratarão de transfobia, racismo – com recorte de gênero – e estereótipos nocivos.

Os informativos explicam quais termos devem ser usados no textos, como não constranger entrevistados durante reportagens, evitar eufemismos e “romantismo” para tratar de crimes contra minorias sociais, evitar a reprodução de preconceitos e equívocos além de promover maior esclarecimento para leitores que não estão habituados às temáticas apresentadas.

Para ter acesso à primeira parte do manual, basta acessar este link e conferir o projeto da Think Olga.

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