O que é preciso para trabalhar como jornalista freelancer?

Por DINO 24 de julho de 2015
O que é preciso para trabalhar como jornalista freelancer?

Algumas dicas podem ser fundamentais para quem deseja ser mais “independente”, mas ainda não sabe como se organizar

Cada vez mais popular, o freelancer é o profissional independente que se “autoemprego” em diferentes áreas. Este categoria de trabalho traz benefícios como flexibilidade de horário e locomoção, opção de trabalhar com aquilo que realmente tem afinidade, definição da própria renda e capacidade de integrar mais de um projeto ao mesmo tempo. Tal autonomia faz com que o “freela” necessite de planejamento e organização, uma vez que a entrega do serviço no prazo é requisito básico.

No meio jornalístico a prática é bem comum. São muitos os conteúdos produzidos por profissionais não vinculados diretamente às empresas – o que resulta em economia de gastos e diversidade editorial. Entretanto, nem tudo são rosas, a começar pela instabilidade contratual que pode resultar no cancelamento do serviço repentinamente. Os freelancers precisam, antes de mais nada, escolher a modalidade de vínculo que melhor se encaixa ao seu perfil. Ela pode ser mensal (contínua) ou esporádica e em ambos os casos, como de costume, é preciso possuir registro de Pessoa Jurídica (PJ) para, então, ser capaz de emitir notas fiscais com o valor cobrado pelo job.

dino divulgador de notícias

Uma pesquisa realizada em 2014  pelo site “Freelancer.com” mostrou que o maior número de freelas do Brasil está localizado em São Paulo. A cidade possui 13% dos profissionais, seguida por Rio de Janeiro (5%), Belo Horizonte e Curitiba (2% cada) e Porto Alegre (1,6%). Pensando nos jornalistas e sua área essencialmente multifacetada, esse modo de ofício pode ser a alternativa que muitos buscam para o trabalho massante. Ainda assim, é necessário se preparar bem para conseguir lidar com a realidade sem “regras do ambiente de trabalho. Em outras palavras, há de se criar as próprias regras. Por isso, pontuaremos a seguir algumas dicas para quem pretende se lançar como freela de jornalismo.

⚡ Escolha a modalidade de prestação de serviço que melhor se encaixa ao seu perfil profissional

Uma das principais características do trabalho como freelancer é justamente o vínculo flexível e não restrito criado com as empresas contratantes. Por isso, há de se pensar no tipo relação a ser estabelecida e ela pode variar entre contratos ou serviços pontuais, ambos passíveis de emissão de nota fiscal e qualquer outra documentação que comprove a atividade de cunho autônomo e independente. Tudo deve ser acordado com a empresa para que nenhuma informação contratual seja quebrada ou dispensada.

Sugestão: o MEI (Microempreendedor Individual) é um tipo de trabalhador autônomo que se legaliza como empresário. Vale conferir as definições da modalidade e conferir se ela é apropriada para sua trajetória como freelancer.

⚡ Opte por trabalhos pontuais

Geralmente, os freelas tem curta duração e quando são estendidos por mais tempo, tendem a exercer funções bem pontuais. Isso significa que o jornalista deve pensar com o que deseja trabalhar, ao invés de aglutinar em sua rotina diversas funções para o mesmo cliente. A razão é simples: se assim, fosse, não se trataria de um freela, mas sim das contratações padrão que exigem – na maioria dos casos – um grande número de habilidades que não condizem com os baixos salários pagos. Como autônomo, o jornalista tem a chance de dar o preço do seu trabalho e focar seus esforços naquilo que faz de melhor.

Sugestão: entre as opções voltadas pra comunicação estão freelas de fotojornalista, redator, revisor de textos jornalísticos, pauteiro, ghostwritter, pesquisador, story teller, social media etc.

⚡ Comprometa-se apenas com a quantidade de jobs que é capaz de cumprir

Ainda que sobre muito mais tempo para desenvolver outras atividades, saber dos próprios limites é algo indispensável. Muitos freelancers acabam fechando mais jobs do que, de fato conseguem lidar. Na tentativa de melhorar a renda e se manter constantemente em ação, jornalistas se dividem em “10” no intuito de manter seus freelas. A questão é: de que vale, então, adotar essa modalidade de trabalho se a rotina será praticamente a mesma de quem ainda cumpre expediente? É preciso levar em consideração não apenas o dinheiro que entra, mas quanto de si mesmo é investido no serviço e quanto de si mesmo sobra ao término dele.

Sugestão: cronograma pode ser a peça chave para conseguir mais jobs sem acumular todos no mesmo dia. Espalhá-los ao longo da semana é uma boa opção, pois evita sobrecarga e abre espaço para os momentos de lazer e ócio criativo – fundamentais para qualquer profissional. Para qualquer pessoa.

⚡ Local de trabalho

A casa acaba sendo a opção mais óbvia para aqueles que decidem trabalhar como freelancer. Entretanto, por mais prático e confortável que pareça, esse ambiente pode ser justamente a causa de trabalhos atrasados ou precários. O motivo também é óbvio: falta de concentração, uma vez que se trata de um local de descanso e repleto de  elementos que desviam o foco. Um simples miado ou latido do animal de estimação ou a visita inesperada de um amigo pode comprometer o que está sendo feito.

Outro ponto importante: jornalistas ainda usam muito o telefone, então é importante garantir que a linha não ficará ocupada durante muito tempo por motivos que não estejam ligados ao freela. A casa deve se tornar  parte do trabalho, logo, adequações são necessárias.

Sugestão: opte por espaços de trabalho flexíveis (como co-workings), cafés, centros culturais ou ambientes que permitam trabalhar tranquilamente sem a pressão dos centros empresarias e derivados. Se a casa for realmente a única opção, organize-se duas vezes mais, determine momentos de pausas para espairecer e então retorne para os deveres sem abrir espaço para distrações.

⚡ Explore sua versatilidade

Ainda que seja importante determinar quais são seus pontos fortes enquanto jornalista e oferecê-los na forma de freelas, a flexibilidade deste tipo de trabalho permite que sejam exploradas mais áreas do conhecimento nas “horas vagas”. Assim que os dias de trabalho forem organizados, a renda calculada e o lugar para “freelar” estiver definido, o tempo restante pode servir para que o comunicador leia, visite exposições, escreva textos avulsos e sobre temas de seu interesse, faça cursos, pense em pautas etc.

O fato de não estar preso dentro de uma redação, limitado por editorias e linhas editoriais “rígidas”, abre espaço para criatividade de reinvenção das próprias habilidades.Tudo isso poderá ser transformado em outros freelas para empresas de ramos diversos – o que, consequentemente, lança novos desafios na carreira do jornalista.

Sugestão: Inclua na sua rotina toda e qualquer atividade que lhe agregue conteúdo para além daquilo que já está habituado a fazer.

⚡ Onde procurar freelas

Indicação de amigos, recomendações feitas por outras empresas em que trabalhou, grupos em redes sociais e sites especializados são sempre úteis. Nada impede o envio de um e-mais para redações avisando que está disponível para freelas e qual tipo de trabalho executa. E mais: há como oferecer seus serviços para outros países. Jornalistas de todo o mundo procuram colaboradores e correspondentes das mais variadas regiões que possuam informações relevantes.

De qualquer forma, o importante na busca pelos jobs é manter em mente a essência dessa modalidade: trabalhar com o que gosta e como gosta.

Sugestão: um site bem interessante que sempre está repleto de propostas – e inclusive as encaminha para a caixa de e-mail do usuário cadastrado é o “99 Freelas“. O acesso ao conteúdo é gratuito.

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