6 dicas para identificar e evitar fake news

Por DINO 29 de julho de 2021
6 dicas para identificar e evitar fake news

No romance 1984, de George Orwell, o protagonista Winston Smith luta para não cair nas armadilhas falaciosas do Estado comandado pelo Grande Irmão. Em certos momentos, Winston luta para entender aquela realidade tão inverossímil e contraditória onde 2 + 2 são 5 e liberdade é escravidão. Não à toa um dos lemas do partido do Big Brother dizia: “Quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente, controla o passado”. Tal lema prenuncia muito dos desdobramentos das mídias de comunicação em massa e o que se passa hoje nas redes sociais.

As fake news há algum tempo estão no cerne das discussões do cotidiano e esse fenômeno faz paralelo ao contexto da ficção de Orwell. Através da manipulação e rápida disseminação das notícias, muitos buscam tirar vantagens, seja para difamar alguém ou para se autopromover. Até grandes governos já se utilizaram da prática das fake news para obter vantagens ante o eleitorado. Como exemplo, durante o mandato de Donald Trump, as notícias falsas foram uma constante, confundindo e embaraçando informações institucionais. As declarações mentirosas do ex-presidente norte-americano foram tão nocivas que o Facebook removeu a conta de Trump como tentativa de evitar consequências piores para a população.

A era da pós-verdade

Segundo Vitor Blotta, professor do Departamento de Jornalismo da Universidade de São Paulo, (USP), podemos dizer que estamos na era da “pós-verdade”. Ou seja:  “A gente passa a relativizar e superindividualizar as bases da verdade, acreditando que o que é real depende muito mais de perspectivas afetivas e visões de mundo particulares do que da ciência”, afirmou Blotta em sua entrevista ao site G1 em novembro de 2020.

Fake news na pandemia

No contexto atual, em que assuntos como a pandemia do novo coronavírus ocupam um lugar central nos veículos de comunicação, o combate às fake news se tornou quase tão importante quanto o combate à pandemia. Em um país onde, mais da metade da população afirma já ter sido enganada por informações falsas, muitos sites têm criado mecanismos como o “fake ou fato”, do G1 ou a Agência Lupa, da Revista Piauí para verificar a veracidade das notícias que veiculam pelas redes. 

O acúmulo de questões relacionadas ao assunto fez com que se instaurasse na Câmara dos Deputados e Senado Federal, no final de 2019, uma CPMI das Fake News para investigar e punir autores de informações falsas que, muitas vezes, saem de dentro dos gabinetes de instituições públicas. A CPMI foi prorrogada e hoje incorpora também a CPI da Covid.

dino divulgador de notícias

Dicas para identificar e evitar cair em fake news

Levando em consideração o panorama ligado à veiculação desse tipo de notícia no nosso cotidiano, Victor Garofano, da equipe de Insights Editoriais do DINO, divulgador de notícias corporativas do Grupo Comunique-se, buscou trazer algumas dicas sobre como comunicadores devem agir em relação às fake news. Seguem alguns apontamentos para não se deixar enganar ante as notícias falsas:

1. Verificar as fontes de informação da notícia

Caso a informação recebida não esteja sendo veiculada por nenhum portal ou site com reconhecimento e autoridade na área jornalística, é bom desconfiar.

2. Reconhecer se a notícia traz pontos de vistas diferentes sobre o mesmo tema

O jornalismo busca trazer referências amplas sobre algum tema. Caso a informação se encaminhe para uma narrativa muito radical e persuasiva, isso pode ser sinal de algo errado.

3. Pesquisar se a mesma notícia está sendo veiculada em outros sites, jornais ou emissoras de TV

Geralmente um tema de interesse público é noticiado por mais de uma mídia. Se apenas uma mídia transmite a verdade sobre algo, há chances de ser algo falso. Entretanto, também existe a possibilidade da informação ser adquirida por um único veículo, caracterizando-se como um furo jornalístico. Em caso de dúvida, vale se atentar à reputação atribuída ao veículo em questão.

4. Ler a notícia até o final

Às vezes apenas o título e o resumo não dão conta de transmitir todo o conteúdo e suas nuances. Ler a notícia de maneira superficial pode fazer com que o próprio leitor desatento seja a fonte das fake news.

5. A data da notícia deve ser levada em consideração

Às vezes veículos já abordaram o mesmo tema, só que há anos, o que pode levar a interpretações fora de contexto.

6. Não saia divulgando conteúdo imediatamente

Alguns temas requerem tempo de apuração e, consequentemente, podem alterar o teor da notícia para corresponder melhor ao fato. Tão problemático quanto produzir notícias falsas ou incompletas é compartilhá-las a esmo.

Conclusão

A indústria das fake news é perigosa, podendo moldar a opinião pública em favor de determinado elemento da sociedade. O problema é global e cada país realiza diferentes iniciativas para o controle. No Brasil, desde 2019 a disseminação de notícias falsas pode ser enquadrada como crime contra a honra. Ou seja, um incentivo a mais para que as informações recebidas sejam  verificadas antes de serem repassadas adiante. 

 

Assessoria de Imprensa Conteúdo Jornalismo
NEWSLETTER

Inscreva-se em nossa newsletter e receba os melhores conteúdos sobre comunicação e negócios

O responsável pelo tratamento dos seus dados pessoais é o DINO Divulgador de Notícias. Estes dados serão utilizados para lhe enviar informativos sobre os nossos serviços, além de utilizarmos para efeitos estatísticos. Para mais informações sobre como utilizaremos os dados, por favor consulte a nossa Política de Privacidade.

Ao utilizar este formulário você concorda com a nossa Política. O DINO Divulgador de Notícias pode compartilhar estes dados com outras marcas do Grupo Comunique-se para a mesma finalidade.

Caso deseje se desinscrever, você pode fazê-lo a partir de algum e-mail já recebido (através da função descadastrar) ou nos contatando a partir do e-mail [email protected]

Para exercer os seus direitos de usuário para retificação ou remoção dos dados sensíveis, contate-nos através do e-mail [email protected]