Cinco dicas para usar ferramentas que convertem voz em texto escrito

Por DINO 6 de junho de 2019
Cinco dicas para usar ferramentas que convertem voz em texto escrito

As primeiras linhas deste texto não foram digitadas no teclado, mas ditadas no microfone e transcritas para um documento do Google por meio da ferramenta Voice Typing. Além dele, o Microsoft Word usa o reconhecimento de fala do Cortana para entender de que forma o usuário fala e, consequentemente, converter a voz em texto.

Quem já testou aplicações semelhantes anteriormente, mas não encontrou resultados satisfatórios, pode tentar outra vez: a taxa de erros em programas de reconhecimento de voz está cada vez menor. Escritores avaliam que, com alguma prática, conseguem multiplicar o volume de palavras e frases em seus rascunhos graças a estas ferramentas.

Está com vontade de experimentar? Conheça algumas sugestões para testar sua fala como ferramenta de texto.

#1 Escolha o melhor ambiente

Por mais que os sistemas se aprimorem, é preciso ajudá-los a funcionar bem. A ferramenta do Google Docs, por exemplo, exige um navegador com boa conexão à internet para funcionar bem. Além disso, é preciso garantir um local com pouco ruído.

 
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Além disso, o uso do microfone embutido do computador também pode contribuir para erros de entendimento. Prefira algum equipamento que reduza o som ambiente e ajude a tornar sua voz mais limpa. Estas escolhas também podem auxiliá-lo a concentrar-se enquanto fala, sem distrações.

#2 Comece com rascunhos

Abra o software de reconhecimento desejado e experimente ditar mensagens pessoais, como emails, textos mais curtos, postagens pessoais em redes sociais etc. Separe um tempo para planejar textos com importância menor ou mesmo rascunhos. Lembre-se de que, caso nunca tenha experimentado esses softwares, os testes vão apontar os obstáculos, acelerando sua curva de aprendizagem.

Outro processo que toma tempo de qualquer redator é o processo de decupagem, que é a transcrição das falas de uma gravação. Este é outro recurso que programas de reconhecimento podem facilitar. Em vez de usar apenas o teclado, é possível ouvir o áudio com seu fone e, enquanto isso, repetir as frases, com seu tom de voz, no microfone.

#3 Treine sua voz

Por que usar sua própria dicção em uma decupagem de entrevista em vez de simplesmente plugar o áudio original no software? Uma razão óbvia: esses sistemas, baseados em inteligência artificial, vão aprendendo com sua própria voz a minimizar erros. Por conta disso, seja em uma transcrição ou com seu próprio texto, procure manter um tom consistente de velocidade e volume.

Além disso, esses mecanismos traduzem frases inteiras com mais facilidade, dentro de contextos. Prefira enunciá-las dessa forma em vez de ditar palavra por palavra. Até por isso, vale treinar pausas entre frases no lugar de interrompê-las entre palavras. É uma habilidade que pode ser útil, inclusive, para quem deseja falar em público.

#4 Deixe a edição para depois

Transcrever um áudio é diferente de ditar seu próprio texto. O exercício consiste em pensar antes o que vai dizer. Procure partir de um esboço estruturado, como um roteiro em forma de listas. Para muitos, a vantagem nesse processo é a chance de sair diante da tela por alguns instantes: levante-se, saia com o gravador ligado e faça seu brainstorming.

Seja qual for seu objetivo, não pense que vai ter um texto final assim que terminar de falar. Considere necessários um tempo extra de edição e formatação de texto. Durante o processo, observe a tela enquanto fala e não pare diante de erros. Mantenha um fluxo constante. Inclua algum sinônimo ou sinalize correções para a edição futura.

#5 É um treino de processos

Não espere 100% de precisão de um software, por mais que ele possa melhorar com o tempo. Com sua mente, o raciocínio é igual. Ainda que esses recursos pareçam melhores para alguns em relação a outros, testá-los e, ao mesmo tempo, pensar “não estou acostumado a ditar” não vai ajudar a desenvolver uma habilidade útil.

Falar e digitar envolvem caminhos neurais distintos. Uma das maiores dificuldades de quem está aprendendo a escrever é não redigir como se fala, especialmente para os mais prolixos. Para praticar programas de transcrição de voz, a habilidade é inversa: é preciso treinar a falar como se escreve. Sua mente vai agradecer caso decida treiná-la.

Takeaway

Por trás deste artigo, cujo enfoque é essencialmente prático, há um ponto importante. Hoje é possível discutir formas de aproveitar ferramentas de ditado graças a evolução desse recurso. Softwares do gênero avançam no mesmo ritmo em que aplicações baseadas em comando de voz. Estamos falando dos assistentes virtuais como Siri, da Apple; Alexa, da Apple e o próprio Google. Certamente esses recursos podem abrir caminhos ainda desconhecidos para produtores de conteúdos: a conversão de voz para texto é só o começo.

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