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Segundo pesquisa, 44% dos estudantes de escolas públicas aprendem sobre segurança na internet

Cerca de 44% dos estudantes de escolas públicas, ou seja, menos da metade do total, tiveram acesso a orientações acerca de como navegar pela internet de uma forma segura.

São Paulo (DINO) 9/13/2019

Cerca de 44% dos estudantes de escolas públicas, ou seja, menos da metade do total, tiveram acesso a orientações acerca de como navegar pela internet de uma forma segura. As informações são da Pesquisa TIC Educação, realizada pelo CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil) em julho de 2019. Apenas 33% dos professores entrevistados afirmaram orientar os alunos sobre como agir mediante determinadas situações na rede. 

No total, a pesquisa considerou 11.142 estudantes do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 2º ano do Ensino Médio, de lugares de todo o Brasil. 

Percentual de alunos orientados é maior na esfera privada

A pesquisa aponta para percentuais bem diferentes entre as escolas públicas e privadas. Nas instituições particulares, 68% dos entrevistados afirmam ter recebido orientações sobre segurança na rede com os docentes e 59% dizem ter aprendido como agir caso algo os incomode na internet. 

O estudo também indicou que a maior parte dos estudantes respondentes (quase 80%) costuma utilizar internet sem supervisão de adultos, e o mesmo percentual tem o hábito de realizar pesquisas e de se informar por meio de tutoriais e vídeos disponíveis na rede. Ainda entre as crianças e adolescentes, 76% dizem receber orientações de amigos e parentes. Apenas 44% se informam com os professores. 

Docentes visam estimular discussões 

A maioria (67%) dos professores ouvidos diz estimular discussões entre os alunos sobre possíveis problemas encontrados na internet, e 61% dizem sempre promover debates em sala de aula sobre formas de usar a internet de maneira mais segura. Além disso, 38% dos docentes disseram já ter ajudado um aluno a lidar com situações incômodas na rede, como discriminação, bullying, assédio e disseminação de imagens sem consentimento. 

Os professores dizem buscar formas de aprimorar as orientações prestadas aos alunos em relação às tecnologias, ainda que precisem atuar por conta própria. No último ano, 65% dos docentes buscaram participar de palestras e cursos de aperfeiçoamento sobre o uso de tecnologias e 57% também ingressaram em cursos que tratam sobre formas de orientar alunos acerca da segurança na internet. 

Desafios no acesso à rede

O ensino sobre segurança no uso de tecnologias, muitas vezes, esbarra nos obstáculos presentes na infraestrutura das escolas, locais em que costumam faltar computadores ou acesso à internet. 

A infraestrutura ainda é o principal desafio para alunos e professores, seja na velocidade de conexão, seja na atualização das máquinas, seja pelo fato de que, ainda hoje, algumas escolas não possuem sequer conectividade para atender funcionários e alunos. Isso faz com que as crianças e adolescentes utilizem o próprio celular ao invés de procurar pela sala de informática da instituição. 

Exemplo claro desse obstáculo está no fato de que 51% dos professores de escolas públicas e 44% dos de escolas particulares já tiverem que utilizar os próprios dados móveis para ministrar atividades pedagógicas. Os estudantes, por sua vez, já tiverem que usar o próprio 3G ou 4G para realizar atividades educacionais. 

Cursos de aperfeiçoamento para professores visam estreitar relações entre docentes e alunos

Os cursos de aperfeiçoamento auxiliam os docentes na tarefa de prestar orientações, informações e maiores esclarecimentos sobre o uso seguro da internet, de computadores e celulares. Por isso, é importante que os professores se mantenham atualizados.

O portal Estude Sem Fronteiras, pertencente à Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo, na cidade de Ribeirão Preto, oferece mais de 900 cursos, que são vendidos para todo o Brasil. São cursos de extensão, aperfeiçoamento e pós-graduação.

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