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PIB agropecuário apresenta queda no início de 2018, reporta Flavio Maluf

O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária teve uma retração de 2,6% de janeiro a março em relação a igual período do ano passado

(DINO) 14/06/2018
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira, em geral, cresceu 0,4% no primeiro trimestre deste ano, quando comparada com o quarto trimestre de 2017. Já em relação ao primeiro trimestre do ano passado, a alta foi de 1,2%. Os números são puxados pela agropecuária, entretanto, quando se faz uma análise apenas desse setor, o que se percebe é que o início deste ano não foi tão bom como o início do anterior. Quem destaca o assunto é o presidente das empresas Eucatex, o empresário e executivo Flavio Maluf.

O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária teve uma retração de 2,6% de janeiro a março em relação a igual período do ano passado, segundo o que divulgou a Folha de S.Paulo, no dia primeiro de junho. Ainda, por conta da manifestação dos caminhoneiros — iniciada no dia 21 de maio e com forte paralização durante cerca de dez dias — os números do setor agropecuário também perderam o ritmo entre os meses de abril e junho, reporta Flavio Maluf. Parte das usinas do Centro-Sul, cujo início de safra ocorreu em abril, desacelerou o ritmo ou, até mesmo, suspendeu a produção nesse período.

"Pelo menos 19% da safra de cana-de-açúcar ocorre no período de abril a junho. A participação do milho também é importante, atingindo 33% no período. A falta de circulação do produto afetou não só produtores e tradings como a produção de ração, o que trouxe uma desestruturação na produção de proteínas", escreveu a reportagem da Folha.

A greve dos caminhoneiros impediu a circulação do milho. Flavio Maluf acentua que com o produto em falta nas granjas, a produção de animais e, consequentemente, a de carnes, também foi afetada. Outra que também teve problemas por conta do episódio foi a cadeia de café — cuja colheita atinge 61% no segundo trimestre. As Indústrias do segmento sofreram com o atraso no recebimento de matéria-prima, desta forma, os exportadores não puderam colocar o produto nos portos. "Tudo isso vai refletir na evolução do PIB neste segundo trimestre", enfatizou a matéria.

A soja, entretanto, foi quem deu força ao PIB nos primeiros meses de 2018, ressalta o empresário Flavio Maluf. Segundo a Folha de S. Paulo, o Brasil voltou a obter safra recorde — cerca de 119 milhões de toneladas — e 61% deste volume é colhido no primeiro trimestre do ano. A participação do fumo em folha também é um componente importante, visto que apresenta uma concentração de 51% da colheita no primeiro trimestre do ano.

"Se a evolução do PIB agropecuário do primeiro trimestre foi beneficiada pela produção recorde de soja, perdeu ritmo, no entanto, com a queda no volume de milho produzido. A redução nas produções de arroz (menos 7%) e de fumo em folha (6%) neste ano, em relação ao anterior, também ajudou a derrubar a taxa do PIB agropecuário em 2,6%", acrescentou a reportagem.

Vale salientar, todavia, que a queda do PIB agropecuário já estava prevista. Isso porque a base de comparação com os dados do ano passado era bastante elevada. Flavio Maluf reporta que 2017 foi um ano de grande produtividade e de safra recorde — em torno de 240 milhões de toneladas. "O PIB agropecuário de janeiro a março de 2017 havia crescido 18,5% em relação ao de igual período de 2016", completou o texto da Folha.

Greve dos caminhoneiros

As reivindicações da categoria, iniciadas no último dia 21 de maio, em geral, foram pela diminuição do preço do óleo diesel e pela regulação dos fretes rodoviários. As consequências do movimento para o país foram uma crise de desabastecimento e perdas por parte dos produtores agrícolas, que não conseguiram escoar a sua produção. No entanto, apesar disso, as manifestações conseguiram o apoio de grande parte da população, lembra o empresário e executivo Flavio Maluf.
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