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O que faz com que o nosso tempo passe cada vez mais rápido?

Entender que somos nós que estamos no controle do tempo e não o inverso é o melhor caminho para fugir desse distúrbio conhecido pelos cientistas como ‘doença da pressa’. E o segredo para levar qualidade às suas horas, dias, meses e anos, está em uma única palavra: organização.

Goiânia, GO (DINO) 10/10/2016

Entender que somos nós que estamos no controle do tempo e não o inverso é o melhor caminho para fugir desse distúrbio conhecido pelos cientistas como ‘doença da pressa’.

Os dias continuam tendo 24 horas, cada hora ainda têm 60 minutos e, por ordem natural, os minutos ainda seguem a regra de serem compostos por 60 segundos. Contudo, é inegável a sensação de que, cada vez mais, o tempo parece mais curto. Seja para o lazer, o que é lamentável, quanto para o dever, o que é compreensível, caso você faça parte da estatística que comprova que 72% dos brasileiros estão insatisfeitos com o trabalho que desempenham.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ibope, 35% dos brasileiros se sentem escravos do tempo e vivem com pressa. Dentro dessa estatística, os homens entre 35 e 64 anos são os mais insatisfeitos. A justificativa: estão a cada milésimo de segundos mais ocupados que o milésimo anterior. Assumem compromissos além do que podem e se perdem na conta de quantas horas tem o dia e quantas delas devem, de fato, ser despendidas em atividades obrigatórias como estudo e trabalho.

Resultado: pessoas altamente estressadas, ansiosas, cansadas física e emocionalmente e, consequentemente, com baixa produtividade e, claro, com a sensação cada vez maior de que lhe faltam horas em seus dias. Falta tempo. E a percepção é generalizada.

Esta aceleração, no entanto, é fruto de uma escolha consciente que fazemos ao optar por softwares mais rápidos, internet com maior velocidade, melhor performance de determinado aparelho, uma memória RAM mais potente e infinitas outras ferramentas de otimização do tempo que nos educam em uma geração que vive a lógica do ‘quanto mais rápido, melhor’.

Sem equívocos, não há mal nenhum em querer esgotar os segundinhos disponíveis que a tecnologia colocou a nosso favor. Entretanto, diante de tantas facilidades, nos complicamos na administração desse tempo que temos de sobra, por menor que ele seja, e cometemos o erro de assumirmos compromissos além do que nossas horas e capacidade biológica podem suportar.

Por entendermos que o tempo que passou não volta mais, tendemos a tirar o máximo dele para que a sensação de que foi bem aproveitado predomine e, por isso, o aceleramos. Contudo, o que reproduzimos é o culto à quantidade e não à qualidade deste tempo. Afinal? Você é feliz da forma com que gasta suas horas?

Entender que somos nós que estamos no controle do tempo e não o inverso é o melhor caminho para fugir desse distúrbio conhecido pelos cientistas como ‘doença da pressa’. E o segredo para levar qualidade às suas horas, dias, meses e anos, está em uma única palavra: organização.

Seja realista consigo mesmo e se enxergue como um ser humano. Um adulto para ser saudável e, consequentemente, feliz, precisa, no mínimo, de 7 horas de sono por dia, segundo pesquisas. Para que isto seja possível, é preciso que este indivíduo passe por um processo de desaceleração da rotina, antes do sono, que envolve pelo menos 2 horas livres que devem ser gastas em lazer ou, mesmo, com o ócio. Sim, fazer ‘nada’ também é bom.

Reconhecendo seus limites, explane suas tarefas, veja a quantidade de horas que lhe sobra para desempenhá-las e inicie uma melhor distribuição de seu tempo.
Ele vale muito e só quem poderá definir o quanto é você mesmo.

Seguindo essas dicas, sua produtividade irá triplicar e suas horas terão mais valor. A sensação de que o tempo está passando rápido demais ou foi perdido, ficará cada vez mais distante e, ao invés de quantidade, você perceberá como a qualidade faz diferença durante o processo.

*Tathiane Deândhela é Mestre em Liderança pela Universidade de Atlanta, Especialista em Gestão do Tempo, Master Coach Trainner, Consultora de Carreira e Executiva Multidisciplinar. Possui curso de Negociação pela Universidade de Harvard. CEO do Instituto Deândhela e Professora.
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