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Comércio com os Países Árabes é a porta de entrada do Brasil para os mercados da Ásia, África e Mediterrâneo

Fórum Econômico Brasil- Países Árabes, promovido hoje, 05.10, em São Paulo, discutiu o crescimento do comércio entre as nações árabes.

São Paulo (DINO) 05/10/2016

Os países árabes já são o quarto destino de vendas externas do Brasil, ficando atrás da China, EUA e Argentina. Acredito que temos todas as condições para ampliar esse comércio”, destaca Marcelo Nabih Sallun, presidente da Câmara Árabe-Brasileira

O crescimento do comércio com os países árabes representa a 'porta de entrada' do Brasil para os mercados da Ásia, África e Mediterrâneo. A declaração foi feita hoje, 05.10, pelo presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Marcelo Nabih Sallun, na abertura do Fórum Econômico Brasil- Países Árabes, em São Paulo.

Segundo ele, esse mercado, formado por 22 países árabes – Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Omã, Iraque, Líbano, Jordânia, Argélia, entre outros - engloba mais de 360 milhões de habitantes e as relações comerciais atingiram o valor de US$ 19,2 bilhões, em 2015.

Apesar de o comércio entre o Brasil e as nações árabes ter crescido 83% na última década, o empresário considera que existe grande potencial de expansão. De acordo com Sallun, as exportações brasileiras para esses países alcançaram US$ 12 bilhões no ano passado, enquanto as importações totalizaram US$ 7 bilhões no mesmo período. “Os países árabes já são o quarto destino das vendas externas do Brasil, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos e Argentina, mas acredito que temos todas as condições para ampliar esse comércio”, assinala.

O vice-presidente da Câmara Árabe, embaixador Osmar Choffi, apresentou durante o Fórum Econômico o cenário econômico mundial. Segundo ele, dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontam para uma recuperação nos índices de crescimento da economia global, devendo encerrar 2016 com uma expansão de 3,4%. Para 2017, ele trabalha com cenário de uma ligeira melhora devido ao melhor desempenho dos países emergentes, como a China e Índia. Porém, Osmar Choffi manifesta a preocupação com o aumento do protecionismo comercial em todo o mundo, o que impede a retomada com mais força do comercial internacional.

Já a vice-ministra de investimentos do Egito, Mona Ahmed Zobaa, está mais otimista, especialmente em relação ao crescimento das transações comerciais com as nações do mundo árabe. Citou como exemplo os fortes investimentos que o governo do Egito tem feito no setor de infraestrutura, energia e o projeto de construção do Canal de Suez.


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