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Com telas ampliando em até 300 mil vezes detalhes do corpo humano, exposição na Casa da Ciência impressionou por cores, formas e texturas

O neurologista Jorge Moll esteve entre os cientistas criadores das obras da mostra aconteceu entre os dias 22 de fevereiro e 25 de março

(DINO) 04/05/2018

A Casa da Ciência – Centro Cultural de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) — inaugurada em 1995, é um centro de popularização da ciência. A entidade explora áreas do conhecimento por meio de linguagens distintas, como exposições, oficinas, ciclos de palestras, cursos, workshops, audiovisual e teatro. A exposição “Mundos Invisíveis – Mostra de Arte Científica Brasileira" é um exemplo do que se encontra no local. O evento aconteceu entre os dias 22 de fevereiro e 25 de março, quando 24 telas que ampliam em até 300 mil vezes detalhes do corpo humano e outras imagens ficaram à mostra. As artes foram criadas por cientistas de diferentes instituições de pesquisa brasileiras — entre elas, o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, presidido pelo neurologista Jorge Moll.

Quem visitou as obras pôde ter acesso a todas as cores, formas e texturas de imagens que, normalmente apenas os cientistas costumam ver, por meio das suas lentes de aumento — como por exemplo, vasos capilares, conexões cerebrais e o tecido que forma o fígado, e também metais, plantas, fungos e outros materiais.

A programação da exposição foi variada — incluiu atividades como oficinas de construção de biomandalas e redes neuronais, investigações microscópicas e bate-papo com os cientistas que criaram as imagens expostas. Stevens Rehen, neurocientista do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, presidido por Jorge Moll, foi um dos profissionais que conversaram com o público.  O tema discutido foi: “De perto, todo cientista é normal”.

Jorge Moll, por sua vez, foi um dos responsáveis por uma das atrações do evento — a obra “Conectividade Cerebral”, criada em parceria com outros dois autores. Ela mostra o cérebro durante uma ressonância magnética e expõe, por meio de diversas cores, a maneira como diferentes partes do órgão estão conectadas e organizadas.

“Mundos Invisíveis – Mostra de Arte Científica Brasileira" foi uma exposição Idealizada pelo coletivo multidisciplinar ArtBio, em parceria com o Museu do Amanhã, e com o apoio do Instituto D'Or e da Zeiss, empresa líder em tecnologia. A mostra foi montada pela primeira vez em 2017, no Museu do Amanhã.

Jorge Moll

O presidente e cofundador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1994. A residência médica em Neurologia, feita também na UFRJ, foi concluída três anos depois, em 1997.

O cientista também possui Doutorado em Ciências (Fisiopatologia Experimental -Fisiologia Humana) pela Universidade de São Paulo (USP - 2003) e tem expertise na área de neurociência cognitiva, com pós-doutorado (2004-2007) na Cognitive Neuroscience Section do National Institute of Neurological Disorders and Stroke (NINDS), parte dos National Institutes of Health (NIH) dos Estados Unidos – EUA).

Jorge Moll é, ainda, editor associado dos periódicos Social Neuroscience e Dementia & Neuropsychologia, e revisor de Science, Trends in Cognitive Sciences, Archives of General Psychiatry, Journal of Neuroscience, e Journal of Cognitive Neuroscience, entre outros. Ele é membro do board científico da Nielsen Neuro e membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências.



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