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Bruno Fagali, da agência Nova/SB, fala sobre o prêmio Pró-Ética, organizado pela CGU e pelo Instituto Ethos

A premiação reconhece empresas com práticas consolidadas de integridade e combate à corrupção. As inscrições da edição deste ano vão até o dia 28 de abril.

(DINO) 13/04/2017
Desde o dia primeiro de fevereiro estão abertas as inscrições para o prêmio Pró-Ética, oferecido pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Com a intenção de promover um ambiente corporativo mais íntegro, ético e transparente no país, o evento reconhece empresas com práticas consolidadas de integridade e combate à corrupção. As inscrições da edição 2017 vão até 28 abril e podem ser feitas pelo site da CGU.

Ano passado, o prêmio Pró-Ética contou com a participação de 195 empresas de diversos ramos de atuação - dessas, 91 enviaram o questionário de avaliação devidamente preenchido e no prazo estipulado. Foram 25 empresas aprovadas e reconhecidas pelo Prêmio como Empresas Pró-Ética. Os resultados foram divulgados nos dias 16 e 17 de novembro.

Entre as certificadas de 2016 está a Agência nova/sb, primeira empresa do setor de comunicação a ser reconhecida pelo prêmio. E quem conversou com o Instituto Ethos foi o gerente de Integridade Corporativa da empresa de publicidade, Bruno Fagali. De acordo com ele, já há algum tempo a agência contribui de forma ativa para um ambiente publicitário - social e empresarial – “mais justo, íntegro e menos preconceituoso”.

Além disso, o gerente de Integridade afirma que a empresa sempre pautou todos os seus trabalhos e campanhas publicitárias de forma ética - “Um dos exemplos mais concretos do que estou falando é o Comunica Que Muda (CQM), que é um projeto de Interesse Público criado pela agência com o intuito de aprofundar a discussão sobre temas de grande impacto público e que, por serem polêmicos, poucas são as instituições que promovem debates a respeito. Uma iniciativa pioneira iniciada em 2011 que tem contribuído para a discussão de assuntos como a descriminalização da maconha, o suicídio, o meio ambiente, a mobilidade urbana e a tolerância”, conta Bruno Fagali.

Sobre o pioneirismo

“É realmente uma verdadeira honra ser o gerente de Integridade da primeira empresa do setor de comunicação a conquistar o principal prêmio de compliance do país [...] Infelizmente, a imagem do nosso setor tem sido constantemente abalada pelos péssimos exemplos demonstrados pelo Mensalão e sob investigação da Acrônimo e da Lava Jato [...] Sempre faço questão de enfatizar que devemos incentivar as outras agências a seguirem o exemplo da nova/sb, até mesmo por questões econômicas, já que, em um ambiente empresarial íntegro, sempre o melhor é que será escolhido, e não aquele que mais contrapartidas antiéticas oferecer”, destaca Bruno Fagali.

O conselho para as empresas inscritas na edição 2017
O gerente de Integridade da nova/sb confessa que não é fácil conquistar o Pró-Ética, visto que, não basta que seja implementado um “modelo geral” de Programa de Integridade. “É imprescindível que ele seja moldado para os objetivos e limites de cada companhia e que seja personalizado especificamente para o setor de atividade por ela desempenhada”, explica Bruno Fagali.

Para outras agências de publicidade interessadas no assunto, Fagali dá a dica – “Recomendo fortemente a leitura de um artigo que fiz, intitulado ‘A Ética e as Agências de Publicidade: cinco das principais ‘red flags’ anticorrupção da atividade’, pois nele exponho alguns pontos que devem ser levados em consideração pelos responsáveis em compliance de uma agência”, conclui.

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