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BID faz projeções de crescimento da América Latina para os próximos anos, destaca Felipe Montoro Jens

O Banco salienta, no entanto, que os números da região ficam muito abaixo de lugares como Ásia e a Europa, por exemplo

(DINO) 10/05/2018
Conforme o último relatório macroeconômico do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), apresentado no dia 23 de março, na cidade de Mendoza, na Argentina, a economia latino-americana cresceu apenas 1% em 2017. O especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens, reporta que as projeções são de que os próximos anos continuem por este mesmo caminho e a média de 2,6% ao ano seja alcançada até o ano de 2020. O percentual de 2,6% está de acordo com as taxas de crescimento históricas, sendo que 2,4% é a taxa de crescimento média da região entre os anos de 1960 e 2017, salienta o especialista.

O problema é que, embora a América Latina vá voltar a crescer, isso acontecerá em um ritmo muito mais lento do que o de outras regiões, como por exemplo, a Ásia e a Europa emergente. Estas, segundo o BID, projetam, respectivamente, um crescimento de 6,5% e 3,7% até 2020, salienta Felipe Montoro Jens. Para o Banco Interamericano de Desenvolvimento, esse atraso da América Latina e Caribe justifica-se pelo investimento insuficiente, especialmente em infraestrutura.

"A América Latina e o Caribe têm uma lacuna nesse sentido de 5% do produto interno bruto. Para fechar deve investir US$ 100 bilhões por ano durante as próximas duas ou três décadas", enfatizou o chefe da Divisão de Comércio e Investimento do BID, Fabrizio Opertti. O Banco é uma importante fonte de financiamento para o desenvolvimento da região, acentua Felipe Montoro Jens.

Expansão desigual

A expectativa de expansão latino-americana, no entanto, não é a mesma para todos. O que se espera é que o Cone Sul, com exceção do Brasil, apresente um índice de crescimento de 2,9% até 2020 e que o México, por sua vez, cresça 2,7% no mesmo período. Para o Brasil, a projeção é de um avanço de 2%, ressalta o especialista Felipe Montoro ens.

Segundo o economista-chefe do BID, José Juan Ruiz, "a boa notícia é que a maior parte da região voltou a crescer", contudo, "o crescimento não é suficientemente veloz", completou ele.

O BID

Criado em 1959, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, de acordo com o seu portal oficial, trabalha com o intuito de melhorar a qualidade de vida na América Latina e no Caribe. "Ajudamos a melhorar a saúde, a educação e a infraestrutura através do apoio financeiro e técnico aos países que trabalham para reduzir a pobreza e a desigualdade. O nosso objetivo é alcançar o desenvolvimento numa forma sustentável e ecológica", enfatiza o site www.iadb.org.

O Grupo do BID é constituído pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), pela Corporação Interamericana de Investimentos (CII) e pelo Fundo Multilateral de Investimentos (Fumin). As áreas atuais de atuação do Banco, por sua vez, incluem alguns desafios de desenvolvimento, tais como a inclusão social e a equidade, a produtividade e a inovação e a integração econômica.

Ainda, de acordo com o portal da instituição, entre as prioridades do BID, estão: reduzir a pobreza e as desigualdades sociais; suprir as necessidades dos países pequenos e vulneráveis; promover o desenvolvimento através do setor privado enfrentar a mudança climática, energia renovável e sustentabilidade ambiental; e promover a cooperação e integração regionais, conclui Felipe Montoro Jens.
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